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Cuidado com a murmuração

“Mas ali o povo estava com sede de água e murmurou contra Moisés, dizendo: — Por que você nos tirou do Egito, para nos matar de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos?” (Êxodo 17.3)

Nesta época de Quaresma costumamos lembrar de forma especial a caminhada de nosso Salvador rumo à cruz. A figura do deserto é sugestiva, pois o povo de Deus teve que atravessar e vagar pelo deserto para chegar à Terra Prometida por longos 40 anos. Também foi no deserto que Jesus foi tentado no início de seu ministério por longos 40 dias. Também nós temos esse período de 40 dias para refletir de uma forma especial sobre nossos desertos.

Deserto é lugar de carências e desafios. Também é lugar onde a fé e a confiança são testadas. O povo de Israel teve a experiência do cuidado de Deus em sua jornada desde a saída do Egito. Mas o deserto revela o que está no íntimo. Assim, por diversas vezes, o povo se revoltou com as privações e queixou-se da situação. Acusou seu líder de ser o responsável pela situação. Foi fácil achar motivos para reclamar. Mas o pior foi acusar Moisés de matá-los de sede, porque não tinham água para beber.

Murmurar e reclamar é perigoso para a fé e contagioso. Espalha-se rapidamente como fogo destruidor. Ao murmurar os israelitas estavam demonstrando sua falta de confiança no plano de Deus. Ele lhes havia prometido uma terra boa em Canaã, mas agora falam que vão morrer no deserto. Acusando Moisés, o povo acusa o próprio Deus e assim revela sua desconfiança e teimosia. Ao invés de se dirigir a Deus e confiar, o povo olha apenas para si. O passo seguinte é murmurar, reclamar, apontar culpados e desistir.

Jesus enfrentou a tentação no deserto com a Palavra de Deus.  Não usou seu poder para escapar da privação, mas cultivou a proximidade com o Pai. O que isso nos ensina? Certamente temos desertos nesta vida: privações, injustiças, desentendimentos, separações, doenças… Qual é o seu deserto neste momento? Como você tem reagido? Com murmuração e procurando culpados? Ou tem buscado a presença de Deus e lembrado das suas promessas? Desertos existem, mas podem ser atravessados com fé e confiança no Senhor. Nesta jornada vamos nos ajudar mutuamente e clamar ao Senhor por sua presença e direção.

Oração

Querido Pai, te agradecemos pelos exemplos de fé, confiança e perseverança em tua Palavra, por homens e mulheres que não esmoreceram em meio aos desertos da vida. Por Cristo, que é nosso exemplo maior, livra-nos da murmuração e ajuda-nos a olhar para ti ao atravessarmos os desertos desta vida. Que possamos ajudar-nos mutuamente a permanecermos unidos e unidas a Cristo, em fé, esperança e amor. Amém.

P. em. Claudio Röhsig
Ivoti